Acho que já falei por aqui que minha mãe é de Goiânia. Cresci comendo empadão goiano, arroz com pequi, galinhadas caipira e muita pamonha. E acho que não falei por aqui que minha mãe é uma cozinheira de mão cheia.
É difícil termos a oportunidade de cozinharmos juntos, mas quando ela vem passar uns dias em São Paulo, sempre o fazemos. E aí brigamos, ela me ensina um monte, reclamo que ela não tem paciência pra me ensinar, brigamos de novo e rimos, rimos muito.
Uma vez, eu mesmo fiz o caldo para um risoto, o que a desagrada bastante, pela falta de praticidade, mas tudo bem. O que deixou ela bem insatisfeita foi eu ter feito ele com pescoço de frango, o que realmente não foi uma boa idéia. Quando ela falou: “Mas você fez com pescoço???”, pedi pra ela falar mais baixo pra Pollyana não ouvir, por que senão ela não comeria o risoto e caímos na gargalhada. Para ela, eram duas bobagens que eu tinha feito em um só prato!
Outra vez, quando soube que ela vinha pra cá, comprei um saco de milho, para fazermos pamonha. Não consultei ela, que reclamou que o milho não podia ser velho, não podia estar em tal ponto, não podia ter a palha pequena, não… Olha, eu não queria falar, mas ela estava certa em todos os pontos, então a pamonha não ficou tão boa quanto poderia ficar. Mas vamos lá!
Cortamos as duas pontas do milho e tiramos as palhas, mantendo as maiores – não eram muitas. Tiramos os ‘fios’ do milho.

Depois disso, o ideal é ralar o milho, mas não tenho um ralo grande em casa, então o cortamos e batemos no liquidificador. É aqui que a bagunça começa e, no fim, quando está pronto, tem milho até no teto.

Aí fazemos a massa, despejando óleo fervente no milho batido e temperando com sal. Pode-se usar gordura de porco – para mim a melhor opção – óleo, margarina, azeite ou alguma outra gordura. Usamos manteiga, que quase queimou e não melhorou em nada o sabor. Idéia minha. A massa ficou assim:

Depois disso você faz as trouxinhas com a palha e barbante, o que eu preciso tirar uma fotos do passo-a-passo para explicar melhor depois. Recheamos essas com queijo. Com linguiça também fica uma delícia mas como a nossa palha era pequena, não deu para rechear bem.
Aí é só ferver, até que elas estejam durinhas:

O resultado fica assim:

Claro, essas foram as únicas duas que ficaram perfeitas, então as peguei para tirar a foto.
Apesar de todos os deslizes, elas ficaram uma delícia. Eu falei, ela é uma cozinheira de mão cheia!
Etiquetas: Comida Goiana, Milho, Pamonha, Receita de Pamonha
24 24UTC junho 24UTC 2009 às 10:28 |
Vou te indicar um restaurante que vc TEM QUE IR !!!!!! Aproveita a tua “onda do macarrão” e vai lá se inspirar, não vou te dizer nada, só vou dar o endereço e depois vc diz o que achou.
Hoje a noite nós vamos e espero que continue o mesmo.
Rua da Glória, 622
fone:3275-1986
2 02UTC julho 02UTC 2009 às 23:16 |
Puxa Tati, se eu TENHO Q IR, EU VOU!!! Te dou notícias de como foi e já estou ansioso!!!
6 06UTC setembro 06UTC 2009 às 17:38 |
Dudu,
Estava lendo seu blog e vi as fotos da pamonha que você fez em São Paulo, acredito que seus leitores gostariam de ver a verdadeira pamonha, como aquela que fizemos aqui em Goiânia. Afinal de contas, você me fez mostrar cada detalhe de como “enrola” a pamonha pra por no blog.
Te espero para uma nova pamonhada. Rsrs !
Bjs,
Fernanda
9 09UTC setembro 09UTC 2009 às 22:09 |
Após pedidos calorosos e inflamados, dos meus fãs apaixonados – você Fernanda! – pode deixar que este será o meu próximo post! Bjo!
22 22UTC setembro 22UTC 2009 às 0:03 |
[...] By Armazém S.A. Outro dia, quando escrevi sobre a pamonhada que fiz com a minha mãe, fiquei devendo explicar o passo-a-passo de como se faz as trouxinhas. [...]